abril 05, 2009

recuerdo

Quando demos por nós estávamos deitados. O céu ainda resistente às trevas da escuridão, numa guerra acesa entre Apolo e Hades, contemplava os nossos corpos imóveis e silenciados pela magnificiência da atracção sentimental.
- Vão ter que sair daí. Vamos fechar.
De vez em vez dou por mim a ter recordações destas. Apetece partilhá-las, mas há caminhos longos antes disso. Quando tenho recordações dou por mim com um sorriso medonho na boca; não há perfídias nesse sorriso. Diz-me, por favor, compreendes? O que eu mostro sentir não é aquilo que sinto. É isto tão credível como o é o facto de eu desconfiar de tudo aquilo que se fez verdade imaculada na minha visão. Mas faço as pessoas acreditar, faço as pessoas acreditar que eu acredito - e elas acreditam... Não é ser dissimulada! É ser precavida. Diz-me, por favor, compreendes? É mais do que um simples ponto de vista. Tal como disse a um amigo: É como teres dois caminho, um com luz e outro escuro; qual te garante melhor confiança? O da luz. Faça-se verdade que devemos levar a nossa vida pela razão. Não obstante, há ocasiões em que devemos deixar-nos guiar pelo coração.
Talvez as perguntas sejam mais poderosas que as respostas.
Diz-me, por favor, compreendes?

1 comentário:

AnaLuísa disse...

compreendo :)

deixa-te guiar pelo coração, *