maio 11, 2009

duas pessoas

Duas pessoas entendem-se perfeitamente. Mas é mesmo perfeitamente? Ou a parte do perfeita é imaginação, sendo a parte do mente a verdadeira?
Eu olho à minha volta, olho as pessoas que digo conhecer, olho as pessoas que conversam e se dizem conhecer. O que é conhecer? Sabe a tão pouco...
Há sentimentos confusos, sentimentos que derivam de factores irreais da realidade. Apesar de os sentirmos, não sabemos porque os sentimos, e aí dizemos que estamos confusos. Estás confuso. É perfeitamente aceitável que o estejas. Eu não estou confusa, estou uma vez mais a ser racional. O que importa aqui não é o "eu", mas sim o "tu" e sim o "ela". A diferença entre mim e as outras pessoas é que eu não subordino as minhas vontades ao que é correcto! Sou fiel aos meus princípios e valores e, por uma questão de princípios, aceito recalcar os meus sentimentos, por mais superficiais que sejam, ou por mais inexistentes que sejam no que é real. Por mais superficiais e absurdos, digamos. Mas isso são as coisas que uma conversa a sério irá explicar. Nada é mais simples do que uma visão clara e concisa do que é real, mesmo que o que seja real não seja aquilo que concebemos (sim, porque concebemos irrealidades que aceitamos como reais).
Não quero com isto dizer que se chama relacionamento paralelo. Chama-se chamar a realidade, acordar da ficção. Eu estou disposta, cada vez mais, a agir de acordo com os meus princípios, por isso é inconcebível falar de determinados assuntos, por determinados meios. A minha racionalidade, no entanto, está a colocar-me num plano alto de entendimento. Eu entendo o que sinto, entendo o porquê de o sentir. Por entender as coisas como foram, consegui ultrapassar aquilo que pensei demorar eternidades (não seria uma semana - duas semanas - um mês - dois mses - um ano...). Por entender as coisas como são, sei as vertentes exactas daquilo que se pode dizer estar a acontecer.
Nada mais simples, e nada mais frustrante. Porque acaba por ser frustrante ceder à razão.

2 comentários:

inês mel disse...

Admiro imenso a tua capacidade de argumentação e de opinião própria. Não te deixas influenciar ou manipular por esta sociedade desprezível.
Estou a pensar agora, quanto tens a Filosofia? (:
Mesmo, o ser humano é tão egocêntrico! Fico parva com as coisas que vejo e ouço todos os dias.
Eu sou muito anti-social, não tenho problemas com os «Ah, eu conheço-o». A maioria das minhas amigas não é assim. É tudo socializar, mensagens constantes e hi5s e não sei quê. A minha melhor amiga é como eu. Também tem opinião própria. É como tu (só que sem o alto vocabulário). Quer dizer, ela tem bastante vocabulário mas tu, tu és espectacular!

inês mel disse...

Eu também tenho hi5 e mando mensagens, mas não vivo disso. Actualmente já não consigo ter uma conversa normal com a maioria dos meus amigos. Contacto visual: 3 segundos, máximo dos máximos. O resto vai tudo para o visor do telemóvel. Depois, se querem falar de alguma coisa é sobre a foto nova daquele ou daquela, se quem lhe pediu o mail é, e passo a citar, «gato/a». Ok, tipo eu entendo isso e participo nas conversas mas depois se eu faço alguma pergunta sobre literatura ou assim olham para mim feitos estúpidos e respondem-me «Odeio ler!». Ai, que raiva!
E depois são tão facilmente manipulados pela sociedade! Meu Deus! Gostam das coisas que estão na moda, usam a linguagem que está «in», fazem o que toda a gente faz. É quase como não ter personalidade.