janeiro 15, 2013

exames


Quando, umas semanas depois do início da época de exames, um exame te corre bem. Quando, umas semanas depois do início da época de exames, pensas que não há-de ser para recurso. Uma boa sensação, mas infeliz.

setembro 02, 2012


Sabendo as coisas que sei hoje, se o tempo voltasse atrás, havia uma série de coisas que faria diferentes, quem sabe tudo fosse melhor agora

setembro 01, 2012

A questão é escrever a pensar só em nós, ou escrever a pensar que há mais pessoas do que pensamos a ler as nossas palavras. Ser a escrever ou escrever para ser?

agosto 27, 2012

Women are strong. Until they fall apart
Weeds

agosto 04, 2012

Porque por vezes vemos milhões de coisas que achamos que todos devem ver e experienciar, e não compreendemos como é que os outros não as vêem.


Eram mais ou menos estas as palavras que procurava há tanto tempo, um obrigada Hélio Morais.

julho 09, 2012

É quando dás por ti a pensar constantemente numa única coisa, que sabes que nada está como deveria estar e que entendes o apertar interior. Não me parece, não me parece que haja volta a dar...

julho 01, 2012

Só distúrbios, fodasse.

junho 26, 2012

Só tinha que deixar umas palavras, estas, carregadas de tanto mais do que mostram. Está melhor, agora.

maio 16, 2012

Podia contar uma história com tanto de alheia como de própria, simultaneidade despropositada embora inevitável, mas a tanto me dar com o fim de pouco ter dado, ser esse o caminho, o caminho de nada... Em acabando, sem ter então começado, sentir no coração menos do que se sente quando nem nisso se pensa, desabotoa a camisa e lança-se à cama que nunca sai do mesmo sítio. Uma fatalidade, pode-se pensar: vai para onde quer ir, acaba onde quer acabar, se a cama é inerte nela se tenta homogeneizar com esse próprio fim, mas tendo de tentativa muito, tem de concretização pouco. Deixa sobre ela todo o seu corpo e mais ainda, embora de pouca teima que essa cama é a mais na teimosia. É hora de ir embora, é hora de deixar ficar o que não pode levar, mas dela não sai, e em saindo, lá continua. Há dessas coisas engraçadas, sermos contrariados pela nossa própria vontade.

maio 15, 2012

Não há outro caminho, menos outro fim. 


maio 07, 2012

Não gosto daquilo em que te tornas.

maio 04, 2012


Nada muda, por sinal, tudo igual.
Sentes o que tens a sentir, mesmo sendo nada.

abril 29, 2012

Não, não é cansaço...


Não, não é cansaço... 
É uma quantidade de desilusão 
Que se me entranha na espécie de pensar, 
E um domingo às avessas 
Do sentimento, 
Um feriado passado no abismo... 
Não, cansaço não é... 
É eu estar existindo 
E também o mundo, 
Com tudo aquilo que contém, 
Como tudo aquilo que nele se desdobra 
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê? 
É uma sensação abstrata 
Da vida concreta — 
Qualquer coisa como um grito 
Por dar, 
Qualquer coisa como uma angústia 
Por sofrer, 
Ou por sofrer completamente, 
Ou por sofrer como... 
Sim, ou por sofrer como... 
Isso mesmo, como... Como quê?... 
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço. 
(Ai, cegos que cantam na rua, 
Que formidável realejo 
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo. 
Confesso: é cansaço!..

Álvaro de Campos

O que há em mim é sobretudo cansaço


O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro Campos

abril 21, 2012

As coisas não mudam. Desiste de esperar algo, qualquer coisa que seja, de diferente. Não tem esperança. Com parte dessa esperança morreu, também, uma grande parte do que era seu, seu de si, de ser. Tudo continua a ter o mesmo impacto, mas esse impacto desvanece, caindo no poço da ignorância. Que somos mais felizes enquanto ignorantes, assim se diz, mas o objectivo não é ser feliz.

abril 20, 2012

(...) façamo-la, dentro dessa ficção inevitável, o mais natural possível, para que seja por isso mesmo, o mais justa possível. Qual é a ficção mais natural? Nenhuma é natural em si, porque é ficção; a mais natural, neste nosso caso, será aquela que pareça mais natural, ou que se sinta como mais natural. Qual é a que parece mais natural, ou que sintamos mais natural? É aquela a que estamos habituados. (Você compreende: o que é natural é o que é do instinto; e o que, não sendo instinto, se parece em tudo com o instinto, é o hábito. (...)

(...) As dificuldades eram estas: não é natural trabalhar por qualquer coisa, seja o que for, sem uma compensação natural, isto é, egoísta: e não é natural dar o nosso esforço a qualquer fim sem ter a compensação de saber que esse fim se atinge. (...)

O Banqueiro Anarquista

abril 18, 2012

Não tantas, mas todas, as coisas que tão ficam por dizer que acabam por se consumir, consumindo sempre parte de nós, que somos a razão da sua própria falta. Não sei bem se o é, mas assumo ser, uma moderada desilusão.

abril 16, 2012

Todas as circunstâncias, em cada momento bom há uma razão para chorar, não sendo apenas de alegria. Quando precisas pensar e não pensas mas por um infortúnio cognitivo dás por ti num chuveiro a julgar sabiamente a tua vida, e só essa, tomas boas decisões. Mas as circunstâncias em que as tomas, essas faladas inicialmente, são como elas próprias, de forma substancial. Acho engraçada a forma como tudo e mais que isso tem sentidos vários, tanto mais a forma como tudo é menos do que se espera. Concluis que passada a barreira da mente sobre as emoções, precisas submeter a mente à mente, sim, a ela própria.

abril 04, 2012

É isso, talvez a dor física atenue a dor sem lugar, pelo menos sabe bem quando mais nada pode acontecer. Quando acorda, desvia a sua atenção para uma única parte do seu corpo e acaba a perguntar porquê e para quê. Fez sentido quando aconteceu, que sentido depois. Acorda cheia de apatia, tanta quanto a com que adormece, pouco muda, vendo em pouco, nada. É uma forma de desistir de lutar contra o que quer que seja que mais forte é, não podendo de uma forma, outras se tentam.

abril 03, 2012

21, though

One single day. Sounds like progress.