maio 15, 2009

aparentemente

Depois não me querem dar razões para que eu ache que ninguém sente alguma coisa, toda gente sente o nada; toda gente sente o nada de não saber o que é sentir alguma coisa. Não tem problema, eu continuo a respirar este ar contaminado de nada, contaminado de tudo que nada tem... Mas do mesmo me podem acusar a mim, a mim que sou eu, e que sei ser alguma coisa que sente nada e respira tudo. Mas do mesmo posso eu acusar toda essa gente que não sou eu, que não pensa como eu, que respira nada e sente tudo - ou que, pelo menos, isso aparenta.
Porque seguimos um código que se aparenta com uma aberração convivencial: primeiro as conveniências, depois a moralidade (quando existe moralidade). Se a conveniência aponta no sentido de dizimar a percepção, então que se dizime; se a conveniência aponta no sentido de acarinhar o ódio irracional, então acarinha-se; se a moralidade aponta no sentido de ser honesto e honrado, então é melhor repensarmos na nossa conduta!
Isto tem um nome: decadência dos valores inexistentes. Agora pergunto: Como decai aquilo que não existe? Lá está, é como vos digo, é tudo aparência...

4 comentários:

inês mel disse...

Se eu lesse o teu texto alto, enrolava a língua a toda. É muito divertido ver a Inês atrapalhada, o máximo.
Mas (inacreditavelmente e espenatosamente) percebi o que querias dizer, ou parte, acho eu. A última principalmente.
O meu professor de história diz que a sociedade está a estupidificar (e eu até que concordo). Antigamente as pessoas aprendiam os seus valores e seguiam-nos, estúpidos ou não, mas seguiam. Agora, valores? Bah. Que palavra alienígena. Se ter valores estivesse na moda, a sociedade era toda angelical, mas como não está, os valores vão para o galheto.

inês mel disse...

*espantosamente -.-

baby piggy disse...

Tens cara de banana, cheiras a perfume e comes massa.
És anormal, foge, não gosto de ti!

xD *

João disse...

é uma aparência aparentemente aparente. Quando aparentemente perto, a aparência aparente desaparece e fica a sensação de que a aparência era só isso, aparência, pois ficou o nada. *